Estou a terminar a minha Licenciatura em Educação de Infância e criei este blogue no âmbito da disciplina MDGE (Metodologia Didática Geral e Específica), leccionada pelo Professor Carlos Jorge De Sá Correia, responsável pelo incentivo à criação deste site. As crianças são como flores, que desabrocham dia-a-dia, e o Jardim de Infância é o lugar ideal para que isso aconteça. Daí que o título do meu blogue não foi escolhido ao acaso.
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domingo, 17 de outubro de 2010
O menino selvagem
O filme retrata um período na pré-história e dois grupos de hominídeos. O primeiro, que quase não se diferencia dos macacos por não ter fala e se comunicar através de gestos e grunhidos, é pouco evoluído e acha que o fogo é algo sobrenatural por não dominarem ainda a técnica de produzi-lo; o outro grupo é mais evoluído e tem uma comunicação e hábitos mais complexos, como a habilidade de fazer o fogo. Esses dois grupos entram em contato quando o fogo da primeira tribo é apagado em uma guerra com uma tribo hominídeos mais primitivos, que disputam pela posse do fogo e do território. Noah, Gaw e Amoukar (membros do primeiro grupo) são destacados então para uma jornada para trazer uma nova chama acesa para a tribo. Nesse caminho deparam -se com um grupo de canibais, e resgatam de lá Ika, uma mulher pertecente ao grupo mais evoluído. Do contanto com essa mulher, os três caçadores do fogo aprendem muitas coisas novas, já que ela domina um idioma muito mais elaborado que o deles, assim como domina também a técnica de produção do fogo. Levados por diversas circunstâncias a um encontro com a tribo de Ika, percebem que há uma maneira diferente de viver; observam as diferentes formas de linguagem, o sorriso, a construções de cabanas, pintura corporais, o uso de novas ferramentas, e mesmo um modo diferente de reprodução..
O milagre de Anne Sullivan
O filme “O milagre de Anne Sullivan é baseado num facto real. Relata a história de uma criança, Hellen Keller, que nasceu cega, surda e muda.
Na época, aceitar e educar uma criança nestas condições era de certeza difícil, a sociedade da altura não possuía informação necessária para inclui-la na mesma.
Os pais de Hellen cometeram diversos erros na educação da sua filha, nomeadamente o facto de não controlarem a sua agressividade e a sua vontade. Tratavam-na como um animal, um ser à parte da sociedade. A afectividade, principalmente da sua mãe, era usada como recompensa, principalmente quando a jovem errava.
Quando a situação se torna mais incómoda para a família resolvem pedir ajuda ao instituto Perkins, que lhes envia uma professora particular Anne Sullivan, também ela com limitações a nível da visão.
O processo de “reeducação” de Helen torna-se ao longo do filme no tema principal. Através de várias atitudes a professora vê a sua tarefa como um objectivo difícil de atingir, já que os pais da criança intervêm nos seus métodos, nem sempre aceitáveis.
Quando a professora toma a decisão de ficar a sós com a sua aluna, os pais cedem. O processo foi moroso e através de vários métodos, a professora consegue conquistas diariamente. A aluna vai aprendendo normas de convivência social, bem como a aquisição da linguagem gestual. No regresso a casa, e já sentada à mesa, a aluna tem uma recaída que facilmente é dominada pela professora, demonstrando assim que a sua autoridade prevalece.
Ao visualizar este filme, interpretei mais uma vez que a educação evoluiu bastante, nomeadamente no que diz respeito aos métodos e à relação criada entre um professor e um aluno.
A agressividade/ violência física foi sendo banida ao longo dos tempos, principalmente nas relações pedagógicas.
À luz da época vejo o filme com imensa riqueza pedagógica, nomeadamente na persistência do professor em relação a um aluno.Considero também importante a inclusão social, que está bem patente ao longo do filme, o facto de um deficiente não ser bem aceite na sociedade era de certeza usual na época.
A Guerra do Fogo
O filme retrata-nos o princípio da história do homem, aquando da descoberta do fogo. Para a aquisição do mesmo o homem pré-histórico, coloca em risco a sua vida, envolvendo-se em lutas selváticas, para ter em seu poder algo divino que era fundamental para a sua sobrevivência. E é nestas caminhadas e com estes encontros entre tribos que se dá a aquisição de novas aprendizagens e conceitos. É do homem pelo homem que a evolução acontece e que este se auto-educa e hetero-educa.
Ao visualizar o filme “A guerra do fogo” tive a oportunidade de mais uma vez relembrar a vida do homem pré-histórico e quão difícil foram as suas primeiras aquisições para a sua sobrevivência. Ao longo da narrativa fez-me pensar que o homem actual se auto-deseduca ao tentar não para sobreviver mas para se sobrepor a si mesmo usando da mesma violência, os mesmos paus e pedras usados há milhares de anos.
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